#14/365 – La La Land

giphy

Esse filme é uma ode ao cinema. Inundado de referências.

Daí li muitos questionamentos e protestos como “esse filme é sobre o cinema, merece ser visto no cinema!” E eu concordo, mas quando os cinemas mais próximos preferem reservar 3 salas pra filmes como “Eu fico loko” ou 4 salas pra “Minha mãe é uma peça 2” por ter um público certo pra isso e gerar lucro, filmes como La La Land não tem vez. Ah, eu queria ver sim no cinema, tal qual ele merece ser visto, mas por hoje foi por torrent numa qualidade mediana, sim. Espero ter a chance de vê-lo no cinema. 

O filme ressalta sobre o amor que os artistas colocam naquilo que fazem e sobre como modernizar algo se tornou quase sinônimo de tirar a alma daquilo. Artistas não devem ser cobrados pra trabalhar somente por amor, como costumam ser cobrados (não sei se vocês sabem, mas as contas também chegam pra artistas) e aí, penso ser, o ponto em que matamos a alma daquilo pouco a pouco.

Bonito é pouco. É mágico, é poesia, é sonho.

O filme foi muito falado, divulgado, teve uma publicidade maravilhosa, 7 Globos de Ouro e tal. E às vezes, lutar contra a maré é ótimo, nos torna críticos, mas é ótimo também se deixar levar pela onda quando vale a pena. E esse vale muito a pena. Porque esse é como um romance deve ser. Se todo romance fosse assim, eu amaria o gênero. E não por ser necessariamente um musical.

Ser musical é a mágica da história.

Pra quem costuma dizer que não entende como em musicais as pessoas começam a cantar “do nada”, eu pergunto: o quanto a música influencia na sua vida? Sério que em nenhum momento você escutou uma música tão significativa que teve vontade de cantar (e sair dançando, quem sabe)? Não é do nada. Nunca é. Não foge à realidade começar a cantar do nada ou transformar um momento em poesia com música. Problema é que insistimos em repudiar a poesia na nossa realidade e os musicais insistem em realizar aquilo que afastamos.

Chorei demais como só um belo casamento entre som & imagem pode me proporcionar.

Mas como conheço o preconceito que envolve o gênero, não indico esse filme a ninguém. Vejam por sua conta em risco. Por mim, só posso dizer que esse filme é uma experiência muito maravilhosa sendo vista no cinema ou não.

Agora vai, Chazelle!


Ps.: Emma Stone merece muito o Oscar sim. Merece tudo. Que mulher.
Pps.: Ryan Gosling, mesmo com a cara de “eu sei o que vocês fizeram no verão passado”, acaba de entrar na categoria “homão da porra”, sim.
Ppps.: trilha sonora do amor – http://spoti.fi/2iEeQv3

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★★★★★

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